Porque rir faz muito bem e torna-nos pessoas melhores =) venham as palhaçadas, o bom humor permanente, e acima de tudo, muita criatividade arquitectónica... porque só quem tem capacidade de rir e fazer rir é capaz de se soltar e criar...

domingo, março 12, 2006

You must be an architonto.. definitely!

Obrigada Sarita pelo mail com esta magnífica tira de BD. A verdade é que mais vale sorrirmos e brincarmos com situações que por vezes podem ser menos boas... Se somos arquitontos para nos esforçarmos ao máximo e sofrermos sem sabermos se um dia tudo isto valeu a pena, também o somos para agarrarmos a vida de frente e retirarmos algumas coisas boas de tanto sacrifício. Ao menos, se não valer a pena em termos de realização profissional futura, que valha a pena pelas alegrias que partilhamos juntos, que valha a pena pelas pessoas que entram nas nossas vidas trazendo com elas um pouco mais de sol, que valha a pena pelos laços que se criam.. e que por nascerem de coisas tão intensas, dificilmente se irão quebrar.

Está um dia lindo hoje. Um autêntico dia de Primavera. O sol brilha e aquece a mais triste das almas... Por isso, eu hoje quero transmitir-vos um pouquinho da força que sinto cá dentro... Mesmo tendo que trabalhar, aproveitem uma horinha de descanso [que também faz falta senão as coisas começam a correr mal], e deixem que toda a energia do sol vos envolva... Vão ver como sabe bem e como se vão sentir muito melhores :)

Um grande beijinho.. e bom trabalho!!

domingo, março 05, 2006

Um devaneio de arquitontos...


Às vezes, simplesmente, não há tempo para nada. Outras vezes fazemos duas directas seguidas para (tentar) acabar um trabalho. Outras ainda andamos cheios de olheiras e a cair pelos cantos.
Bela vida, não é?
Pois é, no meio disto tudo, o que ainda nos vai permitindo manter alguma sanidade mental (?) é o espírito realmente kunami que reina entre nós :D . Se calhar se não fossemos tao tontos já estaríamos a fazer companhia a alguém na cama de um hospital.. Assim como somos, dando cada pedacinho de nós uns aos outros, vamo-nos salvaguardando e vamos sobrevivendo quando tudo por vezes parece fugir do nosso alcance e quando desejamos ardentemente q os dias estiquem sem fim...
Por isso, momentos de tertúlia e de convívio como um jantar de arquitontos são sempre bem vindos. Pela nossa saúde! É pena o tempo escorrer-nos por entre os dedos e momentos como este serem raros, mas aquilo que vale a pena ressalvar é a entrega de cada um de nós nestas ocasiões, as palavras ditas, as gargalhadas trocadas, as expressões alegres. Dá vontade de repetir vezes e vezes sem conta, não é? Pois é, eu sei, mas como não pode ser, o melhor mesmo é guardar bem estes momentos, recordá-los e acima de tudo, aproveitá-los ao máximo quando os vivemos.
Penso que a missão tem vindo a ser cumprida :) e aqui está a prova disso!
Exemplo a seguir, não acham? ;)

sexta-feira, dezembro 16, 2005

Férias de NataL? Pode repetir, por favor?

Sim... quem são essas?
Tenho saudades do tempo em que as palavras "Férias de Natal" tinham como que um efeito mágico sobre mim.. saudades daquele tempo longínquo em que essas palavras eram sinónimo de umas quantas manhãs enroscada nos cobertores a ouvir as gotas da chuva a cantarem no telhado e eu ali, quentinha, a ler, ouvir música ou simplesmente assim, quietinha a ouvir. Daquele tempo longínquo em que ficava horas a ver as labaredas comerem a lenha com voracidade, enquanto o calor brilhava nos meus olhos e na minha alma... lá fora estava tanto frio que nem apetecia por o nariz à janela para espreitar o mundo que ia passando do lado de lá. Do tempo de ficar horas à conversa com os meus pais junto à lareira, ou então talvez calados, a ver televisão. Ou eu a ler, o meu pai a ver televisão e a minha mãe a fazer ponto cruz. E depois chegava a minha irmã e roubava-me o lugar no sofá.
E a árvore de Natal? Longe vai o tempo em que ela existia lá em casa e em que era eu quem fazia a estrela para por no topo... e em que passava horas a tentar congeminar um plano para pendurar o arranjo de Natal do lado de fora da porta de entrada, sem dar ouvidos aos "Fecha a porta que está frio!" e "Olha que te constipas!Deixa isso!" vindos da cozinha... ;)
Até que chegavam vozes, olhares, passos atarefados... Toda a casa era inundada por um sopro de vida nessa altura. E bem que gostava, bem que retemperava forças, bem que partilhava da alegria que se movia de sorriso em sorriso...
Agora já nada é assim. Agora já nem sei a que sabe a torta de laranja da minha mãe, que marcava sempre presença na mesa de doces de Natal. Agora a noite de Natal é igual a tantas outras, uma noite em que posso perfeitamente ver televisão junto à lareira ou estudar geometria... tanto faz. E quem diz a noite de Natal, diz tantas outras noites ou dias por estas 2 semanas fora... Infelizmente não há um momento em que eu possa dizer que me sinto descansada e em paz.. porque há sempre qualquer coisa que se lembra de aparecer pelo meu pensamento, algo para fazer, algo que já devia ter sido feito. É inevitável, o trabalho está lá. E eu não consigo simplesmente abstrair-me dele ou fazer de conta que não existe... Porque depois vai custar muito mais fazer tudo de uma vez só... =(
Por tudo isto, toda esta época deixou de fazer qualquer sentido para mim. Por isto e pela sensação que tenho de que nesta altura é tudo demasiadamente artificial, é tudo muito forçado. A sensação que tenho é que as coisas não saem com naturalidade, que os sentimentos simplesmente não existem apenas por existirem... Caso contrário, as pessoas lembrar-se-iam de tudo aquilo que defendem ao longo de todo o ano. De todos os dias. E não só agora. Até porque sou apologista de que não deveria ser preciso chegar o Natal para sermos boas pessoas, para ajudarmos os outros, para reflectirmos na vida, para respeitarmos, para amarmos. Não. É demasiado hipócrita preconizar tudo isso nesta altura e ao longo do ano não haver sequer um vislumbre de respeito pelos outros, de generosidade, de bondade, de vontade de ter um mundo melhor e mais justo. É preciso haver uma porcaria de uma data para as pessoas se lembrarem que tudo isso existe. E isso deixa-me simplesmente fora de mim. As pessoas existem, vivem e sentem muito mais tempo que uma mera data, que uma mera época. Não deveria ser preciso haver uma época para as relembrar dos valores que lhes deviam estar incutidos há muito tempo; não é justo reduzir as boas acções a uma época... Não é justo tentar espalhar a felicidade apenas nesta altura.
Por isso faço um apelo a todos os que lerem isto... Se o Natal tem significado para vocês, aproveitem-no ao máximo. Vivam todas as coisas boas que há para viver. Mas acima de tudo, façam com que esses sentimentos perdurem e existam sempre. Sejam boas pessoas sempre. Preocupem-se com os outros sempre. Sejam generosos sempre. Sejam amigos sempre. Amem sempre. E não só porque alguém diz que nesta altura é a altura para isso. E reflictam na vida sempre que puderem.. Vão ver como isso vos vai ajudar a serem muito melhores pessoas e a espalharem felicidade nos olhos dos outros... Sempre.
Um feliz Natal para todos vocês... e que o ano de 2006 seja muito melhor que este. Ou pelo menos, que mais pessoas se lembrem de chegar ao coração do próximo... e que tenham prazer de fazerem os outros felizes. Porque a verdadeira felicidade está na acção de darmos oportunidade aos outros de alcançarem essa felicidade... e nas consequências dessa acção. Num sorriso sincero, num olhar a brilhar. Só "procurando o bem para os nossos semelhantes encontramos o nosso" (Platão).

Um beijinho e um abraço quentinho.

terça-feira, dezembro 13, 2005

Eu não keria... não... mas as coisas vêm-me parar às mãos!

Eu não keria ser intriguista.. mas.. eis que as coisas vêm-me parar às mãos!!!
Ora digamos que 78 ocorrências em cerca de 15 minutos da expressão em que se adiciona a conjugação do verbo ser na 3ª pessoa do singular com o advérbio assim são de deixar uma pessoa um bocado kunamizada e com os olhos em bico! Meus amigos, dá uma média de 5,2 expressões por minuto! É muito kunami de seguida...
E depois.. saem-se com... coise. COISE! Onde é que já se viu?
É assim.......... eu não keria dizer, ok?????..........
Pronto pah. É assim....
Eu vou dizer.

"Isto quer dizer que dentro de áreas... ahhhh... coise!..."
"No rés do chão estavam as oficinas... e isso tudo!"
"Ora bem... com as migraçõe... ahh.. Desculpem!! Revolução Industrial!" (tudo a ver... LOL em termos sonoros e tudo. ui! :P)
"Na zona mais Oeste vamos ter diversas... ahhmmm... vamos ter... diferenças!" (é o que dá quando se quer explicar tudo e mais alguma coisa.. o que se sabe e o que não se sabe :P)
"... e aqui o Vale da Amoreira - não sei muito bem onde é!" (LOL eu não dizia? ai os mapas, os mapas!! 3 mapinhas iguais, como dizia a Jany!)
"e vão ter como público alvo... aahhh... como comprador alvo a classe média. Alta!" (supostamente seria classe média-alta. Mas pronto. O "alta" atrasou-se :P ficou só média. Alta!looool=P)

E pra finalizar... Miss Jany e uma expressão muito kunami!
"Este mapa, de grosso modo.."
Jany.. muito, mas muito melhor mesmo que o prof de GDC :P

MAs enfim.. não há nada que bata o "coise" do Bruno =D

Talvez o "expanção"?? (Oi?)... Ora panção = grande pança. Expanção poderá equivaler a ex-panção. Ou seja, panção que deixou de ser panção. Voltou a pança, ou talvez a pancinha, quiçá. Não sei porquê, mas esta conversa faz-me lembrar o Couceiro... mas esse é permanentopançãocrónico. De grosso modo, lá está!

Ah e já agora.. queria aqui denunciar que durante as apresentações atrás referidas HOUVE SUSPEITAS DE QUE ESTARIA A PASSAR-SE UMA SITUAÇÃO MUITO GRAVE, nomeadamente, UMA CABALA. Palavras como ENTROCAMENTO, SINES E TAVIRA foram avistadas (não vou falar das Caldas da Rainha porque.. é assim.. não vamos entrar por aí! Loiça muito kunami e tal mas efectivamente é melhor não falarmos disso! A Touty tem dito!) projectadas numa parede! Agora... ONDE ESTÁ O GAVIÃO?

Ai ai que "bocês aqui em baixo num se sabem dibertir!"

Ai kunami, pessoal, bora lá! Muita força para estes dias antes de uma pausa (?) pra estar com a família ;)
Lembrem-se, somos Arquitontos! E connosco... tudo é possível =D Até expressões como "coise" a meio de uma apresentação =P

BEijãoo de alguém que claramente não tem mais nada que fazer senão escrever aqui... (LOL.. pois então!)

domingo, novembro 27, 2005

kunami



E porque recordar é viver, já dizia a tia da minha avó, venho por este meio relembrar-vos desse grande espécimen - o kunami.
Como todos deverão estar recordados, tem várias utilizações - desde modelo nú para desenho a arma de arremesso com auxílio de tubo. O seu aspecto varia consoante o seu estado de amadurecimento - desde o mais verdinho com pelinhos ao mais amarelado com pikinhos, passando pelo podre dentro dos cacifos. Enfim. O kunami é o kunami. Razão da existência de mtas aulas de desenho, inclusivé de videos (pena eu não saber como por aki o video.."dá-lhe, dá-lhe!"). O kunami passou de objecto a conceito (ui estA agr soou muito a exercício de arqIII, n sei pk..LOL), sendo utilizado nas mais variadas situaçoes e nas mais variadas formas semanticas: "ai isto é td mto kunami"; "kunami caramelizado"; "tas td kunamizado".. entre outras (título de blog, por exemplo.n sei de kem, não digo nomes como touty,descubram voces =P)
Esqueçam td o q ja viram e que ja viveram. O kunami vai revolucionar as vossas vidas, tal como revolucionou as nossas. Ou então não. Não interessa. O que importa é q desde q o kunami entrou nas nossas vidas, nunca mais fomos os mesmos. Diria mesmo que o kunami é parte integrante de um Arquitonto. Tipo fígado ou intestino. Indispensável à sobrevivencia.
Abençoado sejas...

sábado, novembro 26, 2005

OS PALAVRÕES

"Já me estão a cansar... parem lá com a mania de que digo muitos palavrões, caralho! Gosto de palavrões! Como gosto de palavras em geral. Acho-os indispensáveis a quem tenha necessidade de dialogar... mas dialogar com caracter! O que se não deve é aplicar um bom palavrão fora do contexto, quando bem aplicado é como uma narrativa aberta, eu pessoalmente encaro-os na perspectiva literária! Quando se usam palavrões sem ser com o sentido concreto que têm, é como se estivéssemos a desinfectá-los, a torná-los decentes, a recuperá-los para o convívio familiar. Quando um palavrão é usado literalmente, é repugnante.

Dizer "Tenho uma verruga no caralho" é inadmissível. No entanto, dizer que a nova decoração adoptada para a CBR 900' 2000 não lembra ao "caralho", não mete nojo a ninguém. Cada vez que um palavrão é utilizado fora do seu contexto concreto e significado, é como se fosse reabilitado. Dar nova vida aos palavrões, libertando-os dos constrangimentos estritamente sexuais ou orgânicos que os sufocam, é simplesmente um exercício de libertação.
Quando uma esferográfica não escreve num exame de Estruturas "ah a grande puta... não escreve!", desagrava-se a mulher que se prostitui.

Em Portugal é muito raro usarem-se os palavrões literalmente. É saudável. Entre amigos, a exortação "Não sejas conas", significa que o parceiro pode não jogar um caralho de GT2. Nada tem a ver com o calão utilizado para "vulva", palavra horrenda, que se evita a todo o custo nas conversas diárias.

Pessoalmente, gosto da expressão "É fodido..." dito com satisfação até parece que liberta a alma! Do mesmo modo, quando dizemos "Foda-se!", é raro que a entidade que nos provocou a imprecação seja passível de ser sexualmente assaltada. Por ex.: quando o Mário Transalpino "descia" os 8 andares para ir á garagem buscar a moto e verificava que se tinha esquecido de trazer as chaves... "Foda-se"!! não existe nada no vocabulário que dê tanta paz ao espirito como um tranquilo "Foda-se...!!". O léxico tem destas coisas, é erudito mas não liberta. Os palavrões supostamente menos pesados como "chiça" e "porra", escandalizam-me. São violentos.

Enquanto um pai, ao não conseguir montar um avião da Lego para o filho, pode suspirar após três quartos de hora, "ai o caralho...", sem que daí venha grande mal à família, um chiça", sibilino e cheio, pode instalar o terror. Quando o mesmo pai, recém-chegado do Kit-Market ou do Aki, perde uma peça para a armação do estendal de roupa e se põe, de rabo para o ar, a perguntar "onde é que se meteu a puta da porca...?", está a dignificar tanto as putas como as porcas, como as que acumulam as duas qualidades.

Se há palavras realmente repugnantes, são as decentes como "vagina", "prepúcio", "glande", "vulva" e escroto". São palavrões precisamente porque são demasiadamente ínequívocos... para dizer que uma localidade fica fora de mão, não se pode dizer que "fica na vagina da mãe" ou "no ânus de Judas". Todas as palavras eruditas soam mais porcas que as populares e dão menos jeito! Quem é que se atreve a propor expressões latinas como "fellatio" e "cunnilingus"? Tira a vontade a qualquer um! Da mesma maneira, "masturbação" é pesado e maçudo, prestando-se pouco ao diálogo, enquanto o equivalente popular "esgalhar um pessegueiro", com a ressonância inocente que tem, de um treta que se faz com o punho, é agradavelmente infantil. Os palavrões são palavras multifacetadas, muito mais prestáveis e jeitosas do que parecem. É preciso é imaginação na entoação que se lhes dá. Eu faço o que posso."

Miguel Esteves Cardoso

Seremos todos uns malucos?

Claro que sim!!!!!!!!!!!!!! Por que chamamos de malucos aos malucos? Porque fazem coisas que para o Espécimen Humano Comum (EHC) são invulgares, coisas que não lhe passa pela cabeça. O maluco não tem dias iguais. O seu pensamento - se é que o tem... - é diferente todos os dias, apesar de se basear nos mesmos aspectos que o tal EHC. Pensamentos esses: sexo, infantilidades (isto existe????), sexo, nha-nha, barulhos estranhos, nha-nha, sexo...se forem malucos, já conhecem o resto!

Este tipo de coisas é que fazem com que um maluco festeje o GLORIOSO à noite, apenas em calções......que assista aos diversos concertos de Tony Carreira, e que dança pelo meio......que fala em masturbação/sexo/coitos/entre outras coisas húmidas e quentes, em alto e bom som, no meio da rua e/ou transportes públicos.........que tenha o seguinte pequeno-almoço: SuperBock e sandes/pão de leite com queijo.....

Ao menos, são identificados pela sua individualidade individual, o que lhes dá cabeça para criar e inovar, ir mais além!!!

E depois há os "atrasadinhos", mas isso já é um sub-maluco....(para outro post...)

quinta-feira, novembro 17, 2005

CANÇÕES DE NATAL

Jinganal, Jinganal, faz-m um badalo... La la la